Mais de 100 esculturas chegaram a Macapá após 10 anos da morte do pintor.
Família quer criar fundação para incentivar produção de artes plásticas.
Segundo o filho do pintor, Heliberto Peixe, algumas obras serão mostradas ainda em 2014. "Como são muitas telas nossa proposta é criar três exposições. Queremos fazer pelo menos uma mostra ainda este ano, porque os trabalhos não podem ficar guardados. A comunidade amapaense vai ter a oportunidade de ver essas obras que são inéditas, inclusive, há os últimos 10 quadros pintados por ele", disse Heliberto.
pela família de R. Peixe no Amapá
(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
A proposta inicial é para que a entidade seja um centro de exposição de arte permanente e um espaço para oferecer gratuitamente oficinas de arte para jovens e idosos, assim como "percorrer bairros e municípios com oficinas com o intuito de dar uma condição de envolvimento cultural", disse o Heliberto.
"Ele nasceu para a pintura e retratava tudo pensando no amanhã, pois gostava de registrar tudo", contou o filho, emocionado.
Portinari, no AP (Foto: R. Peixe/Arquivo Pessoal)
Raimundo Braga de Almeida, o R. Peixe, nasceu no interior do Pará, onde cresceu e deu os primeiros passos na carreira de artista plástico. "Peixe" foi um apelido dado a ele porque era bom nadador. De acordo com a família, aos 10 anos, ele ganhou o 1º lugar em um concurso de desenho com o retrato de Pero Vaz de Caminha, quando estudava na escola Tenente Rêgo Barros, em Belém.
O artista plástico chegou ao Amapá em 1953, onde teve seis filhos. Dois deles, Betto Peixe e Irê Peixe, herdaram o talento do pai e são os maiores apoiadores da criação da fundação.
Em 1963, R. Peixe começou os estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Após se formar, em 1973, o artista fundou a Escola de Artes Cândido Portinari onde foi professor até 1981. Após o término do casamento, R. Peixe viajou para a cidade de Natal, onde decidiu morar e pintar os cenários nordestinos. O artista morreu em março de 2004 e foi sepultado em Macapá.
As telas de R. Peixe retratam pontos turísticos do Amapá. Muitas obras estão expostas em órgãos públicos do estado e no Aeroporto Internacional de Macapá. Grande parte do acervo do artista também foi vendido para a França, Japão, Estados Unidos e Itália.
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