domingo, 31 de agosto de 2014

RN tem pouca estrutura para atender


Apesar da média de 280 novos casos por mês – e 9,3 diários – que chegam para ser averiguados pela equipe de 14 policiais civis, incluindo o delegado da Depi, cerca de 10% do que chegou neste ano virou inquérito. Foram 21 inquéritos conclusos e encaminhados à Justiça em 2014 e 60 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). De acordo com o delegado Fábio Fernandes, além dos casos em que não se confirma procedência das denúncias, há lentidão nas investigações por falta de pessoal.

 Há apenas uma delegacia especializada que recebe denúncias sobre violência e abusos praticados contra idosos no Rio Grande do Norte

       “Hoje o quadro tem 14 policiais, incluindo chefe de investigação, escrivão, assistente social e eu, delegado. Mas, sempre tem alguém que está de férias e o ideal seria pelo menos 20”, afirma. Para locomoção, o delegado afirma que há duas viaturas desgastadas. Paralelo a isso, o Estado tem três promotorias voltadas ao assunto na Comarca de Natal: 9ª, 30ª e 42ª promotorias.

Juntas, as três receberam pelo menos 17 denúncias em 2014 envolvendo desvio de proventos. A 9ª recebeu quatro, a 30ª cinco e a 41ª oito, porém a promotora Raquel Batista de Ataíde Fagundes, promotora substituta da 30ª Promotoria, alerta que esse número não corresponde à realidade. “Esse número não é muito fiel à situação real porque correspondem apenas aos casos que desde o início sabia-se do desvio. Mas tem também aqueles que, durante as investigações, se constata o desvio de proventos”.

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Além disso, cada uma emitiu, respectivamente, pelo menos oito, três e quatro requisições para instauração de inquérito na Delegacia Especializada em Proteção ao Idoso (Depi), neste ano, para averiguar possíveis crimes.

A promotora Raquel Fagundes conta que, na maioria dos casos, são terceiros que fazem as denúncias ao MP. “Normalmente as denúncias são feitas por conhecidos ou outros familiares que tomam conhecimento da situação. Mas também muitas vezes as pessoas entendem que esse tipo de problema, por ser familiar, deve ser resolvido dentro de casa”, disse ao se referir sobre possíveis casos de subnotificação.

Outro âmbito por onde passam esses casos, o poder Judiciário potiguar não conta com uma Vara exclusiva para casos envolvendo idosos. Como cada caso é apurado pela Vara da região onde foi dada entrada, de acordo com o Tribunal de Justiça não é possível quantificar quantos casos tramitam envolvendo pessoas dessa faixa etária, nem quais os motivos das ações judiciais.

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